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Reabilitação de doentes com Acidente Vascular Cerebral

O Acidente Vascular Cerebral é uma doença que se destaca em Portugal pela elevada morbilidade, por ser a primeira causa de morte na população portuguesa e a principal causa de incapacidade nos idosos.

A estatística demonstra que a mortalidade por AVC tem vindo a decrescer ao longo dos anos, porém verifica-se uma tendência inversa na prevalência da doença que tem vindo a aumentar (DGS-Unidades de AVC,2007).

Dos sobreviventes, 5.400 pessoas apresentarão incapacidade muito grave (0-4 no indice de Barthel *), 2.745 incapacidade grave (5-9), 3.300 com incapacidade ligeira e 6.930 ficarão independentes.

Sobreviver a um AVC significa grande parte das vezes sobreviver com elevados graus de dependência, tendo de enfrentar limitações motoras, sensitivas, sensoriais, de compreensão e expressão de pensamentos que condicionam não só o autocuidado mas também a capacidade de administrar a vida profissional e familiar.

As consequências do AVC estão relacionadas às causas do mesmo, porém tem sido demonstrado que a instituição de programas de reabilitação efectivos e precoces melhoram significativamente a capacidade funcional mesmo em doentes mais idosos ou com deficits funcionais graves.

Deficits mais frequentes

Os deficits resultantes de um AVC dependem da localização e dimensão do AVC, algumas das alterações que podemos encontrar são: Alterações motoras / alterações cognitivas / alterações na comunicação / alterações na deglutição.

Tratamento

O tratamento proposto vai depender do padrão de deficits apresentado pelo que cada pessoa necessita de um programa individualizado que decorre de uma prévia avaliação neurológica e conta com a participação de uma equipa multidisciplinar constituída por fisioterapeutas, terapeutas da fala, enfermeiros, nutricionista entre outros. A equipa da Humanize privilegia avaliações sistemáticas dos ganhos obtidos, fazendo uso indicadores que são partilhados com o próprio e família.

Os tratamentos utilizados incidirão sobretudo em:

  • reabilitação motora (mobilizações, treino de equilíbrio, correcção postural, treino de marcha, fortalecimento muscular, entre outros);
  • treino cognitivo;
  • reabilitação da fala;
  • reabilitação da deglutição;
  • treino de AVD (actividades de vida diária).

* O índice de Barthel, avalia o potencial funcional do indivíduo, mede o nível de independência exigido em dez actividades nas actividades de auto cuidado, como: alimentação, higiene pessoal, vestir-se, controle da bexiga, do intestino, deambulação, subir escadas, transferência da cadeira para cama. A pontuação é de zero, cinco, dez e quinze; a nota é proporcional à independência, quanto maior for a nota mais independente é o idoso. A pontuação máxima é 100 e, abaixo de 50 significa dependência.